31 mar

Entrevista com Rodrigo Piva

Posted by piva Categories: Destaque, noticias

O compositor e cantor Rodrigo Piva lança seu terceiro álbum Na Garganta do Artista, no dia 14 de abril no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho), às 20 horas, e vai contar com a participação especial do músico e arranjador Cristovão Bastos, consagrado em parcerias com Chico Buarque, Paulinho da Viola, Nana Caymmi, Gal Costa, Edu Lobo, entre outros.

O show vai mostrar a brasilidade do CD, temperado com samba, choro, xote e bossa nova e respaldado por ótimos músicos catarinenses. Entre eles Luiz Sebastião (violão 7 cordas), Rogério Piva (bandolim e guitarra), Carlos Ribeiro Junior (baixo elétrico e acústico), Chico Camargo (cavaquinho), Eduardo da Costa, Eduardo Seara e  Alexandre Damaria (percussão).

Nesta conversa com a jornalista Cibele Godoy, Piva avisa que encontrou em Florianópolis seu caminho musical próprio: aquele que o leva à universalidade de seu som.

O que muda neste terceiro disco?

Agora consigo entender melhor meu trabalho e o rumo que escolhi na minha música. Me sinto mais maduro como compositor. Sem contar que este disco é muito brasileiro, em que não se vê mais a música popular gaúcha como se via nos meus trabalhos anteriores. Outro diferencial é que neste disco eu apresento 12 composições próprias inéditas, sem parceiros, o que garante a ele um forte caráter autoral.

Como é o processo de compor? Vem tudo de uma vez só?

O processo de composição não tem lógica, nem regra. É 100% inspiração, que pode nascer de um estado de espírito, de um acontecimento, de uma lembrança, de uma saudade. Às vezes ele é quase mediúnico, com a letra e a música aparecendo juntas, prontas, uma completando a outra. Para mim, é assim que funciona. Não adianta forçar a barra, que a inspiração não vem. É preciso ter paciência e um pequeno gravador por perto, para registrar as ideias musicais que surgem a qualquer momento.

Quantas músicas no disco e no show?

São 12 músicas no CD, todas de minha autoria. No show, vamos apresentar as músicas do álbum e mais algumas surpresas.

Quais as tuas referências musicais na Ilha?

Como toda cidade litorânea, Floripa tem muito samba e choro de qualidade, além de ótimos instrumentistas. A música instrumental sempre me interessou muito, pois comecei a carreira tocando num grupo de choro, chamado Vibrações. Essas influências estão muito presentes neste novo trabalho.

Entrevista Rodrigo Piva

Rodrigo Piva, músico e compositor, fala de sua vida, carreira e do lançamento do novo CD, Na Garganta do Artista

Como nasceu a bossa que fala de Florianópolis?

A bossa Você já foi a Floripa é exemplo de composição em que a letra e a música chegaram juntas, num final de semana na praia. Nesse caso, o local, perto do mar e da serra, foi fundamental para inspirar o tema da canção.

Você trabalha como funcionário público e é formado em direito, como encontra tempo para que a inspiração venha?

Quando estudante, eu compunha em algumas aulas que não me despertavam tanto entusiasmo. Hoje encontro tempo, à noite, e me inspiro em emoções e fatos cotidianos. Gosto muito de usar o humor nas minhas letras, então a inspiração acaba vindo.

Quais são as suas referências, além do lendário samba de Túlio Piva?

Eu me influenciei pela MPG (Música Popular Gaúcha), artistas como Kleiton e Kledir, Nei Lisboa. Mas tenho ouvido muito samba, como Roberta Sá. E claro, sempre alguns mestres como Chico Buarque e Paulinho da Viola.

Quais as principais diferenças que encontra entre sua carreira hoje, as dificuldades e desafios com a carreira do seu avô?

Meu avô, Túlio, não estudou música e com poucos acordes fazia coisas incríveis. Eu e meu irmão (Rogério Piva, que participa do CD) estudamos e nos dedicamos à música de outra forma. Sem contar as facilidades que a tecnologia traz, facilitando nosso trabalho.

Túlio Piva vivia a boemia em Porto Alegre, como o bar Gente da Noite, vivia mais da música e da noite. Você acredita que ter uma vida paralela à música dificulta seu trabalho?

Eu gostaria de poder viver só da minha música, mas sabemos as dificuldades que encontramos no caminho. Mas não acho que isso atrapalhe ou reduza minha paixão pela arte.

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